História

1995 a 2003 – Fundação do Grupo do Beco, inicialmente com o nome de Armação Teatral, mudando para EMcenAção Teatral em 1998 e finalmente o nome atual, a partir de 2003. Nesse período o Grupo montou 5 espetáculos além de participar de oficinas, cursos e debates junto a movimentos sociais e comunitários.

2003 – Aquisição e inauguração da Casa do Beco, no Morro do Papagaio/Aglomerado Santa Lúcia, em Belo Horizonte/MG – Brasil. Até 2009, o elenco decidiu que o espaço seria usado exclusivamente como sede do Grupo do Beco, para seus ensaios, oficinas e apresentações específicas desse coletivo artístico. Esporadicamente a Casa era aberta para oficinas, uso de outros coletivos e encontros comunitários.

2009 – Parte do elenco do Grupo se desliga da ação e a equipe que ficou inicia um processo de ressignificação do espaço.

2010 – A Casa assume seu novo caminho: ser um centro sociocultural para a comunidade e para a cidade. Novas pessoas são convidadas e integrarem a ação que se desenvolvia, desde os anos anteriores, com foco na formação e multiplicação da arte em prol da cidadania tendo como mote a representação da vida do Morro, a partir das perspectivas de quem nele vive sempre buscando dialogar com outras referências, distintas dos estigmas de violência e miséria. Nesse ano a instituição torna-se um Ponto de Cultura e recebe uma condecoração “O Grande Colar do Mérito Legislativo” da Câmara Municipal de Belo Horizonte pelo projeto “Teatro na Laje”. Consolida-se, também nesse ano, como ação da Casa, o Cine Beco, coletivo de jovens que busca viabilizar a atividade audiovisual no na Casa, com curadoria e exibições próprias.

2011 – Abertura das ações da Casa com uma programação cultural na instituição e nas ruas da Comunidade; potencialização do projeto “Cine Beco”, implantação das ações pedagógicas como “O Teatro Entre Elas”.

2012 – A Casa do Beco amplia suas ações pedagógicas implantando várias oficinas, tendo a peça “O Morro do Pássaro Falante” como resultado da oficina “Gerações” e a parceria com o grupo “Meninas de Sinhá”, através do projeto “Tô íno alí”. Implanta também suas primeiras oficinas técnicas: de Caracterização Cênica, de Iluminação e de Audiovisual. Além de potencializar a programação cultural do espaço, nas ruas e instituições da comunidade.

2013 – A Casa do Beco passa a integrar a “Red Latinoamericana de Teatro En Comunidad” e se torna um dos principais mobilizadores da “Rede Brasileira de Teatro Comunitário”. As ações pedagógicas e de programação são fortalecidas. Nesse ano, além disso, foi criado um novo grupo artístico: a “Companhia Movimento do Beco”, coletivo de dança urbana e contemporânea formado por jovens do Morro do Papagaio.

2014 – O investimento na programação cultural e pedagógica da Casa do Beco é fortalecido. A Cia Movimento do Beco estreia seu primeiro espetáculo “Estima”, a oficina “O Teatro Entre Elas” também estreia sua primeira peça “Quando eu vim para um Belo Horizonte”. No fim do ano, a instituição decide convidar jovens que passaram pelas oficinas da Casa para resgatarem um novo elenco para o Grupo do Beco. A Casa é homenageada com o “Título de honra ao mérito da Câmara Municipal de Belo Horizonte”, pelos 18 anos de trabalho na sua comunidade.

2015 – Cada vez mais observa-se o talento multiplicador da instituição, que segue potencializando suas ações pedagógicas e de programação. Os espetáculos que são repertórios da instituição (“Estima”, “O Morro do Pássaro Falante” e “Quando eu vim para um Belo Horizonte”) têm circulação ampliada, conforme demandas, na cidade. O Grupo do Beco inicia sua nova pesquisa e circula, no fim do ano, um ensaio aberto de sua proposta teatral nominado “Ônibus 3876”. É iniciada a comemoração simbólica dos 20 anos de trajetória que culminou na Casa do Beco. Foi lançado o selo comemorativo.

2016 – A instituição garante uma programação cultural e pedagógica intensa. Implanta-se o projeto “Multiplicando Multiplicadores” que ensina educadores de instituições a aplicarem atividades artísticas em sala de aula. A oficina “O Teatro entre Elas” realiza sua pesquisa teatral com o tema “Ser mãe na Favela”. O Grupo do Beco estreia seu novo espetáculo “Micro Mundo”. A Casa do Beco ganha da ONG “Favela é isso aí” o seu livro comemorativo de 20 anos. A Câmara Municipal de B.H. e a Secretaria Estadual de Cultura homenageiam a instituição por sua trajetória.

A Casa do Beco e o Grupo do Beco, ao longo de sua existência, encontraram parceiros imprescindíveis para a manutenção, criação e ampliação de suas atividades. Os as leis de incentivo à cultura, nos âmbitos municipal, estadual e federal – tanto nas modalidades de incentivo fiscal quanto na dos fundos de incentivo à cultura – e os prêmios promovidos por instituições como a BrazilFoundation, têm possibilitado a continuidade dessas ações. As empresas que patrocinam os projetos culturais propostos pela Casa, são parceiras importantes, sensibilizando-se com os propósitos da instituição e entendendo a relevância da continuidade das ações desenvolvidas.

Além delas, a Casa conta com o apoio de pessoas físicas que se envolveram e se envolvem com os projetos e acreditam que sua contribuição pode ajudar a instituição a transformar, cotidianamente e para melhor, a realidade do público por ela atendido.